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As conspiranoias nunca morrem

Há uns dias na página web da NASA publicavam as primeiras imagens tomadas pola sonda LRO, um projecto preparatório para a volta da agência espacial americana à lua. Estas imagens correspondiam aos lugares de alunagem das missons Apollo.

Como comentam na página da NASA as imagens nom tenhem toda a resoluçom da que som quem os instrumentos da LRO porque a sonda ainda nom está estabilizada na sua órbita de mapeio. Porém amossam o complexas que foram as missons do programa Apollo: O gigantesco vazio no que pousaram os seus pés os cosmonautas, a fragilidade dos módulos, o trabalhoso dos seus passeios:
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Pode que as razons geopolíticas que criarom a carreira espacial nom fossem defendíveis, as os logros que acadarom as agências americanas e soviéticas siguem a ser os primeiros passos cara o nosso infinito. As primeiras pegadas fora do nosso mundo natal, conseguidas com o esforço e o sacrifício de muitas vidas e fruto da genialidade das melhores mentes da geraçom nada da II Guerra Mundial.  Umha vitória da Humanidade toda, mais que dumha naçom ou sistema económico.

Embora a carreira espacial poida inspirar a grandeça dum futuro tecnológico também pode desvelar a tecnofobia, o obscurantismo e a conspiranoia de muitos. Ainda hoje gente de toda classe e educaçom afirma sem sentirem vergonha que nom “acreditam” que o homem chegasse à Lua. Nom importa se centos u milheiros de telecópios seguirom a viagem das naves Apollo, nom importa que nesses projectos trabalhassem tantas pessoas que resultasse imposível ocultar as enormes conspiraçons nescesárias para fingir as alunizagens. Nom se importam das confirmaçons ds agência espacial “inimiga” da URSS. Por isso “a fraude luar”  é umha das teorias de conspiraçom mais prototípicas.

Nom vou adicar tempo a desmontar os mitos desses magufos. Já muitos outros trabalharom durante estes anos para ponher em evidência banalidade dos “argumentos” em prol dumha grande mentira. Com todo quero que reparem em como o crescimento e evoluçom dessas crenças seguiu o patrom mais tópico, cumprindo umha das máximas da conspiranoia: Nenhumha prova pode destruir umha conspiraçom, só faze-la mais e mais grande. Nom importa o número ou natureza das provas achegadas porque simplesmente seram incorporadas e o círculo dos “implicados” será  alargado. Primeiro diram que todo foi gravado num estudo ou no desserto perto de Las Vegas, quando se lhes indica que nos controis da missom Apollo trabalhavam centos de cientistas e engenheiros nom tardarám em afirmar que “eles também estavam na conspiraçom”. Quando alguem lembra que umha cheia de laboratórios e observatórios em distintas partes do planeta ajudarom com a monitorizaçom dos sinais e a observaçom direita engadem esses milheiros de pessoas à conspiraçom. Quando se fai notar que a agência espacial da URSS seguiu o processo e confirmou a chegada, entom a cousa muda em conspiraçom mundial dos dous blocos de poder para “ocultar algo”. E assim até o infinito. Até chegar a demências como que sim chegamos àLua, mas o que toparom os astronautas era “tam terrível” que se emitirom imagens pregravadas para “ocultar a verdade”. A conspiranoia nom te límite lógico para os seus construtos.

Por todo o anterior cuido que a publicaçom destas imagens (e das próximas e maior qualidade) nom convencerá a muitos. Afirmarám sem vergonha que estam manipuladas, que estam criadas nos estudos da NASA para ocultar “a verdade”. E nom o duvidem, quando o homem volte à Lua, ou chegue a Marte, os conspiranoicos seguiram convencidos da sua grande mentira…