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Saturno cheio de surpresas

Um dos nossos vizinhos gigantes do Sistema Solar nom deixa de surpreender-nos. Aproximadamente cada 15 anos os aneis de Saturno entram em Equinócio respeito o Sol e fam-se literalmente invisíveis desde a Terra. Isto entende-se bem se sabemos que os aneis som estruturas mui fininhas, de só uns 10 metros de espessura! Podedes imagina-los como umha folha de papel: Quando está colocada fronte umha fonte de luz (que reflexa) é facilmente visível, mas quando o que mostramos é o seu canto desaparece.

Essa possiçom dos aneis respeito o Sol permite que a sonda Cassino, os nossos olhos em Saturno, capte pequenas irregularidades e corpos com muito detalhe e mui boa iluminaçom. Assim há uns dias tinhamos a notícia dum impacto desconhecido contra o anel F, o mais exterior:
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A imagem é impressionante. O corpo que impactou no anel levou consigo parte do material deixando essa esteira que vemos graças a que se eleva sobre o plano do anel.

Mas a última imagem da Cassini é também um descobrimento fascinante:
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Esse pequeno ponto branco sobre o anel central é umha lua, aliás umha luninha. Está elevada sobre o plano do anel uns 200 metros, quase tocando! E sabemos que está lá graças a sobra que projecta sobre a superfície de gelo e pó das estruturas anulares. É umha das muitas luninhas “pastoras” que orbitam junto com os anéis e que os mantenhem estáveis e criam esses desenhos e patrons tam característicos. Ainda que polo visto esta é pequena de mais como para criar umha esteira no denso anel B.

Esta última imagem também é umha boa mostra de como se descobrem muitos corpos em Astronomia: pola projecçom de sombras. Os únicos corpos que emitem luz visível polos nossos telescópios som os sois, as estrelas. O resto de objectos ou bem som opacos ou bem reflexam a luz que lhes chega desde o seu sol (como é o caso dos planetas, a nossa lua ou os anéis de Saturno). Neste último caso somos quem de vê-los só quando estam mui perto de nós e som suficientemente grandes, mas que acontece quando queremos descobrir objectos pequenos ou mui afastados? Pois que aproveitamos fenómenos como o equinócio dos aneis, que iluminem de jeito adequado os corpos para que projectem sombra sobre outros. Com o ángulo ajeitado a sombra e muito mais grande que o corpo original e pode observar-se em contraste com o fondo. Outro método é que o corpo se situe entre nós e a estrela ou foco de luz (coma num eclipse) e assim ver como “tapa” umha parte da radiaçom. Assim é como se descobrem os planetas fora do nossos Sistema Solar.

A mim nom deixa de surpreender-me o nosso universo, e a vós?