chuza – O demo me leve http://odemo.blogaliza.org "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Mon, 16 Apr 2012 18:11:04 +0000 gl-ES hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Racionalizando e unificando redes sociais, a minha vida digital e outras caralhadas 2.0 http://odemo.blogaliza.org/2008/11/26/racionalizando-e-unificando-redes-sociais-a-minha-vida-digital-e-outras-caralhadas-20/ http://odemo.blogaliza.org/2008/11/26/racionalizando-e-unificando-redes-sociais-a-minha-vida-digital-e-outras-caralhadas-20/#comments Wed, 26 Nov 2008 12:58:22 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1020 Seguindo essa linha tam moderna e pouco recomendável de multipublicar a minha vida privada pola rede – e também por esa curiosidade mais recomendável de provar todo- tenho conta em facebook, lareta, galizaID, twitter, last.fm, mas os meus chios em chuza… Se a isso somamos o leitor de sementes, a(s) conta(s) de correio-e e outro cento de caralhadas mais temos um fluxo de dados constante, mui caótico e radicado em muitas páginas diferentes. Contando como que levo perto dum ano com umha conexom mui intermitente, a desorde total está asegurada. Algo tinha que fazer.

Na espera de ter o computador de mesa na casa, e de fazer umha boa instalaçom -com seguridade e criptografia incluida- já fixem uns quantos passos que considero nescesários para minimizar o tempo perdido diante do computador, optimizar esse tempo e maxificar a relaçom coa própria rede. Nom é nada novo, som cousas básicas para umha vida digital “sá”. Alguns forom:

1.- Optimizar o correio definitivamente: Fazendo um cálculo rápido numha semana tenho umha meia de 150 mensagens de correio. Até o de agora chegavam todos à caixa de entrada, criando umha acumulaçom insultante de correios nom lidos, já lidos e nom arquivados, lixo sem informaçom real, etc… a cousa era mui melhorável:

Quase um 25% dos correios eram request automáticos dos blogues, redes sociais, e páginas várias nas que estou subscríto. >O primeiro que fixem foi reducir a quantidade de mensagens recividos: Umha lista das páginas, umha visita por todas elas para comprovar e eliminar as informaçons que nom precisso. Há cousas que nom preciso saber: As miles de actualizaçons do facebook, ou que cada um dos livros ceivados em bookcrossing cheguem como umha mensagem nova. Cumpre ter mais olho quando fago registros em páginas para evitar tanto correio. > O seguinte foi criar umha categoria em gmail de “Automáticos”  e umha série de filtros cos endereços de todos os bots que incluem umha ordem para que nom passem já pola caixa de entrada. Essas actualizaçons nom som prioritárias, assim que nom quero te-las diante quando abro o correio. Também ponho as cousas mais fáciles para quanod precise de espaço na conta de correio, para apagar todas estas dum golpe.

-Muitos dos correios ligados com umha ou otra actividade som faciilmente filtráveis: Estou metido em muitos projectos diferentes que generam umha quantidade importante de fluxo de mensagens, cuido que até um 50% do que me chega. O ideal é que cada um deles tivesse um grupo de correio, mas o mundo nom é assim de ideal. Teimando um pouco conseguim que quase todos montasem um desses, o qual facilita muito as cousas. Categorias individuais para os mais importantes, genéricas para alguns e uns quantos filtros (que iram melhorando co tempo).

Termos muitas mensagens na caixa de entrada impide umha gestiom eficaz: Embora os passos anteriores já evitam que muitas mensagens passem pola caixa de entrada, sempre há mensagens nom classificadas: Correios pessoais, temas temporais que nom tenhem categorias, erros nos filtros… Deixarmos que se acumulem para “os ter presentes” ou “nom esquecer”  nom é a melhor ideia. Umha boa rotina de leitura, classificaçom e apagado é o mais recomendável. Mais de 20 mensagens na caixa de entrada nom fam sentido, ocultam o conteudo e facilitam que em dous dias tenhamos umha página de correios, e em outros dous dias quatro páginas. Para marcar os correios importantes tenho as estrelas, e com os eventos e “cousas que fazer” emprego os calendário de google ou o de evolution (Tenho os dous ligados para consul on e off-line).

As múltiples contas de correio nom ajudam: Houvo umha época em que termos várias contas de correio para diferentes temas ajudava para  a classificaçom da informaçom. Também eram um sistema para evitarmos o spam dos sítios web que só visitávamos umha vez e que pediam um endereço de correio. Umha boa combinaçom de filtros, sistemas anti-spam e o uso de páginas que fornecem de nomes de usuário temporais, ou até de contas de correio pantasma, evitam esse problema. Para o correio da empresa, o único nom apagável, fixem umha re-direçom na conta principal, e assim evito ter que o consultar direitamente.  Umha boa relaçom entre gmail e o evolution permite guardar os mails mais importantes para nom confiar sempre em papa google.

Racionalizar as redes sociais: Gosto de fazer um pouco de micro-blogueio, mas ter que actualizar twitter, lareta, os chios de chuza e facebook é maçador. Ainda nom topei a soluçom ideal, mas a cousa vai unificando. Conseguim que lareta e twitter actualicem de vez desde o pidgin/gaim: A página galega inclue um sistema para actualizar desde esse programa de mensagens instantáneas com uma conta em jabber, também permite publicar essas actualizaçons na tua conta de twitter. Assim que com umha soa mensagem (e sem cargar nenhumha página web) publico nas duas redes sociais. O feed-back é mais complicado, só chegam as mensagens dos usuários da lareta, porém é cousa de tempo. Os chios de chuza! som umha cousa diferente e o de facebook também, assim que nom sei se o meu objetivo unificador terá resultados.

-Amanhei os problemas com lastfm: Como reprodutor de música emprego o mocp. Funciona desde a consola, nom consume rem de rem e funciona ainda que peches esta. Como de primeiras nom funcionou bem deixe apartado o tema. Graças a gatonegro os problemas co lastfmsubmit estám solucionados, e dous anos depois podo ter as recomendaçons dessa página (que me encanta como ferramenta).  Como complemento estou a empregar o MusicBrainz Picard, um programinha que automática procura os dados das canóns, para assim identificar bem o que escuito.

-Um bom sistema de senhas: Ha uns anos tinha umha boa clasificaçom das senhas das diferentes. Para nom as repetir demais, e evitar problemas de seguridade. Como nunca tivem problemas com isso fum deixando o cuidado. Um repasso por todas as contas, uns minutinhos e decorar quatro-cinco senhas e já está.

+Cousas que tenho que fazer: Tenho que procurar um leitor de feeds melhor (Como cararalho importo desde bloglines para google? E tambémt tenho que importar para algum leitor bom no computador)

A escuitar: The Major Cities of the World Are Being Destroyed One by One by the Monsters -65daysofStatic

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Tag: tetas em Digg (tag: tits) It works, bitches!! [1] http://odemo.blogaliza.org/2008/11/20/tag-tetas-em-digg-tag-tits-it-works-bitches-1/ http://odemo.blogaliza.org/2008/11/20/tag-tetas-em-digg-tag-tits-it-works-bitches-1/#comments Thu, 20 Nov 2008 01:55:32 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=988 Há umhas semanas alguns opinólogos da blogomorgue – os que de verdade argumentavam, nom os que empregarom o debate como canal para focar as suas fóbias pessoais-  advertirom que chuza! tinha que ter uns conteudos mais cercanos dos da primeira página do seu tipo, Digg.[2]   Contra esse suposto declínio da página – e algumhas políticas sempiternas- alguns usuários defendemos a prolieraçom do tag:tetas (tag:tits )

Hoje em Digg esta nova chegou até a capa da página com umha velodidade surpreendente e com um número de votos considerável (Nestes momentos 3100) para os seus estándares. O conteudo do mesmo era este:

A piada mais repetida nos seus comentários -fora das manifestaçons de amor e adoraçom, e de outras cousas, por Scarlett Johansson- foi que esta imagem demonstrava: 1- Que os maquiadores som seres humanos. 2- Que o tópico que identifica maquiador com gay nom se cumpre sempre. O que sim é seguro é que a fotografia é mui boa, esses estranhos momentos em que se pode fixar umha cena paradigmática. Normal o grande sucesso da nova na página americana.

Quando observei o fenómeno criado pola nova em Digg enviei a mesma nova a chuza, dentro da campanha que defende o chamado tag:tetas. Agora aguardarei os resultados e actualizarei este post para comprovar se a aceptaçom  é tam grande. Também enviei a nova em Meneame.

Só por curiosidade dos leitores (sim, claro) que para mim Scarlett Johansson é umha rapariga normalinha sem interese (isto é retranca)  ponho umha imagem da mesma galeria para que podam vocês ver o que olhava o maquiador.

Nota: Durante os seis minutos que me levou escrever este post a nova em Digg tem já 3222 votos.

[1] O título, of course, é umha referência a este genial desenho do também génial comic xkcd. Numha das suas entradas mais comentadas na rede fai umha homenagem a um dos experimentos científicos mais exactos da história: As mediçons da radiaçom de microondas da COBE, que calhamva dumha forma tam ajustada com os cálculos da radiaçom do corpo negro que nom as barras de erro som mínimos. Assim em xkcb afirmava: SCIENCE, IT’S WORKS, BITCHES! E até tenhem umha camisola que adoro ( já sabedes, o meu aniversário é o oito do mês que vem).[1-1] [1-2]

——[1-1] Quê? Pensades que vou deixar passar um post sobre os peitos de Scarlett e nom meter algo de ciência?

——[1-2] Oh! A penúltima entrada de xkcd é tam bonita.

[2] Já falei do tema noutra entrada.

Nota última: tetas, scarlett johansson, tits, breasts, boobs. Por isso esta entrada é para subir vistas, querido leitor!

A escuitar: Kruspolska – Hedningarna

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Palavras que definem http://odemo.blogaliza.org/2008/10/28/palavras-que-definem/ http://odemo.blogaliza.org/2008/10/28/palavras-que-definem/#comments Tue, 28 Oct 2008 17:41:06 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=955 Andam alguns usuários de chuza molestos por considerarem que essa rede social galega nom reflexa o que eles cuidam que é umha imagem correcta da Galiza, ou das ideias e preocupaçons da populaçom galega. Também dim que isto pode ser a fim definitiva de chuza, convertida num recuncho de marginais. De primeiras cuido que som palavras e afirmaçons mui grandes, se contamos com que a disputa começou por umha simples moléstia pessoal por   alguns usuários votarem negativo -e argumentando o seu voto- umha nova chuzada desde o blog dum dos opinadores que retratam chuza de jeito tam nefasto. Isto piorou pola pouca formaçom cívica do mesmo chuzólogo, que parece molesto pola boa educaçom coa que um usuário corrigiu umha gralha sua noutra nova).  Com todo nom é nada estranho: Disfarça de debate  série umha perrencha pessoal é quase a base da sociedade, nom?

Como usuário de chuza nom estou peorcupado. Em todos os anos que leva de existência sempre houvo quem considerou que chuza nom era o que tinha que ser, que existia umha(s) máfia(s), grupos de amigos, estratégias de partidos, organizaçons ou conspiraçons estranhas  que pretendiam controlar o que se publicava ou nom. A versom mais ridícula e infantil era a que afirmava a existência real e coordenada dumha confabulaçom de usuários preparados para controlar com os seus votos a conformaçom da capa da página. E esses grupos tiverom muitas identidades. Assim  na mente dalguns houvo máfias do fedelho que só queriam novas dos seus amigos blogueiros, ou afins ao Bloco, a NOS-UP ou a AMI, máfias de terríveis reintegratas, e anti-reintegratas, anti-verdadeiros-patriotas-galegos, máfias comunistas, liberais, nazi-onanistas del amor hermoso,  de gaiteiros federados e até máfias junior. Que alguns acreditem nestas organizaçons com fins sempre contrários ao ideário próprio parece algo sistémico das redes socias (Digg, em inglês, e Meneame em castelhano sofrem do mesmo), porém existe umha versom menos conspiranoica mas igual de peorcupante: As derivas da comunidade.

O conceito de máfia da rede social parece mui atractivo para um perfil mui concreto dos usuários,  mas aqueles que se consideram inteligentes e formados, grandes conhecedores das sociedades e que tenhem as cousas bem claras mas sem cairmos em sectarismos, que eu sou normal também tenhem a sua maneira de digerir o feito de que nom todo o mundo -nem sequeira umha maioria dos usuários- partilham das suas ideias. As pessoas que se consideram com capacidade para emitirem juízos de valor – a maioria dos galegos pensam isto, a meirande parte das pessoas nunca aceptariam isso, o que dis é marginal…i – também pensam que podem retratar e analisar de forma cartesiana os comportamentos das redes sociais.  Por desgraça essa analise nom se basea na compilaçom de dados, o uso de ferramentas matemáticas e lógicas ajeitadas ou umha verdadeira investigaçom científica, se nom que se articula como o juizo dum opinador radiofónico, aliás umha conversa de balcom de bar, na que as percepçons subjetivas e as generalizaçons sesgadas constituem o corpus das argumentaçons. O resultado som afirmaçóns categóricas sobre a deriva ideológica dos conteúdos da página, que se caracteriza primeiro com traços negativos para o opinador e que traem, como consequência apocalíptica, a degradaçom da qualidade (etiquetada como pluralidade, representatividade ou atractiva para o visitante)  da rede social como media digital.

Estas duas formas que alguns usuários tenhem para enmascarar a sua incapacidade para digerirem que as suas posturas ideológicas nom tenhem porque ser partilhadas pola comunidade nom som tam diferentes. Claro que as máfias resultam mais ridículas por pura estética da argumentaçom, mas as afirmaçons de existência dumha deriva nas comunidades, tal como som plantejadas -neste caso e noutros- constituem um exercício de pura falácia lógica. De primeiras baseam-se numha falácia informal básica que considera que “nom fai falha provar o feito que é por todos conhecidos”, igual que “as moscas nascem por geraçom espontánea da carne podre” -como todo o mundo pode ver- “esta rede social só promociona novas de esquerdas, anti-capitalistas, e nacionalistas. E isso nom se pode negar.”. Para mim e de base esse argumento, que é umha forma do petitio principii, é suficiente para nom perder mais tempo discutindo o tema. Com todo os defensores da deriva comunitária engadirom nas disputas em chuza umha nova falácia, algumha forma de argumentum ad populum, na que afirmam que esa deriva existe porque chuza nom reflexa de forma fiel os intereses da populaçom galega. Nom só resulta injustificada essa afirmaçom perse, também cae noutro petitio principii, quando supom que a funçom de chuza é representar essa sociedade galega de forma fiel, e nom mostrar os intereses próprios dos usuários.

Bom, nom quero fazer desta entrada um tractatus sobre as conspiranoias nas redes sociais, tampouco sobre os diferentes tipos de verniz que a gente emprega para disfarça as suas eivas sociais. Porém esta disputa tem como base um desses disfarçes:O de considerar que nom existe tal eivas, e que eles som os que estám integrados e representam a sociedade normal.  E mui difícil digerir que o marginal, numha determinada rede social, é um mesmo, e resulta muito mais singelo e reconfortante caracterizar os demais de marginais. Depois todo vai seguido, sabemos como funciona, o marginal é perigosso, nom-normal, nom-bo, nom-defendível, sectário, danhinho para a sociedade (Galiza, a normalizaçom da língua, a Humanidade, a própria rede social)  e afasta gente normal (coma mim/nós) de participar (Nom importa que nom exista forma de medir a gente que nom chega até chuza, lembrade que isto é um castelo de falácias). As formas desses argumentos som mui fáciles de aprender e de fixar em comentários, chios, e artigos de caracter pontifício (e que reconfortante é ser um pope!). Por desgraça os referentes para essas ferramentas de impostura provenhem dum ambiente mui concreto, e os seus usuários noveis mimetizam -como em outros temas, que cousas- as expresons dos mestres das falácias… ou nom será melhor falar de identificaçom? E que há palavras que definem, mas que todas as argumentaçóns.

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http://odemo.blogaliza.org/2008/10/28/palavras-que-definem/feed/ 16
Teorias conspiranoicas e um problema de Fermi http://odemo.blogaliza.org/2008/08/17/teorias-conspiranoicas-e-um-problema-de-fermi/ Sun, 17 Aug 2008 16:59:30 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=768 Depois de ler esta chuzada irrelevante pensei na pouca capacidade do público para trabalhar nos problemas de Fermi, tam útiles na física e na rua. O objectivo é conhecer é a magnitude dos problemas, antes de ter os dados exacto e os métodos de cálculo mais ajeitados.

A pergunta é, que possivilidades há de que algum dado da documentaçom vital dumha personagem -o número do passaporte, a caducidade do mesmo, ou do carto de identidade, a licença do carro- saida num filme de Hollywood calhe com umha data histórica em concreto – o 11 de septembro de 2001- ?

Imos fazer o primeiro cálculo e depois entrarei polo miudo no problema a priori dessas conspiranoias:

Quantos filmes cria Hollywood cada ano? O amigo google diz que entre 600 e 800. Imos ficar co dado intermédio: 700 filmes.

Quantos personagens principais saem em cada filme? Como em todo problema de Fermi é impossível saber, sem fazermos umha recolhida de dados muito complexa, o número real. Mas imos ficar com umha quantidade que nos dea umha ideia da grandeza do dado: 10 personagens está bem? Sabemos que nom todos tenhem 10, mas sabemos que ningúm tem 100 e mui poucos tenhem 50 ou só um. Esse dez dai umha ideia da magnitude.

Quantos documentos com datas tem umha pessoa? Nos filmes americanos nom hai cartom de identidade, mas sim dous documentos mui comuns: A licença do carro e o passaporte. Isso som 2 documentos. Imos supor que todos os documentos deste tipo caducam coa mesma periodicidade, isso nom influe muito na magnitude do resultado.

Quantas vezes saie um documento dum personagem deste tipo num filme? Que pensades? Está claro que nom sai sempre, é comun que saia mais dumha vez -mas nom é raro que nom saia ningum dalgum dos personagens. Imos supor que só um quarto dos personagens ensina algúm documento.

Isto em total dai umha magnitude total dumhas 3.500 datas que saem anualmente nos filmes de Hollywood. Repito, como este é um cálculo de Fermi isto é umha ideia da magnitude: Sabemos que nom seram 10, 100 ou incluso mil datas, más também sabemos que nom serám 10.000 ou um milhom. Se o ano tem 365 dias  sabemos que é muito provável, e quase seguro, que exista um filme de Hollywood no que algum dos personagens ensine um documento  no que saia umha data qualquera do ano.  Nom sabemos quanto vale exactamenve a probabilidade, mas a qualidade aproximada desta sim. Nom é nada estranho que coincida, nom é nada inusual ou misterioso.

(Nota: Reparade que este problema de Fermi tem um suposiçom mui forte: Todos os filmes criados em Hollywood sucedem “in real time”, assim que os documentos nesses filmes caducam todos no mesmo ano. Mas se pensades um pouco a natureza dos problemas de Fermi veredes que isso nom influe: Se fazemos o cálculo mais extenso -considerando que umha porcentagem dos filmes nom narram histórias contemporáneas- teremos que considerar no cálculo outros anos, nom só o quatro ou cinco anos anterior à cita. Algúns filmes velhos falaram do futuro desde o seu ponto de vista e alguns posteriores falaram de anos atrás. É totalmente incalculável e se fazemos umha pequena aproximaçom de probabilidades vemos que nom influe demasiado na magnitude do resultado.)

Alguem pode dizer que o cálculo nom tem em conta que o filme indicado é umha referência  cultural, que falamos de su personagem principal ou que o filme é umha produçom judea. O problema é, e cá remata o problema de Fermie e começa a minha pequena nota sobre as conspiranoias,  que esses argumentos som post hoc, nom proper hoc. As teorias conspiranoicas primeiro topam un feito que julgam “especial” ou bema acaido, e depois engadem parafernália.  A cousa nom é: “Olha, neste filme criado por judeus, cheio de conspiranoias e de grande sucesso mundial  calham as datas”, aliás “Olha neste filme calham as datas, e repara em que está criado por judeus, cheio de conspiranoias e foi de grande sucesso mundial”. A orde neste caso importa muito, porque também criariam um a mesma conspiranoia seguindo esta orde: “Olha, neste filme calham as datas, foi filmado em Baviera -Os Illuminati!- fala dos problemas económicos dumha família americana -crítica às guerras por petróleo!- e um dos actores é da mesma vila na que adestrarou um dos pilotos suicídas” ou tembém “Olha, […] o director tem um apelido em comum com alguem que salvou a vida, […] o actor vivia num bairro perto das Torres […] o irmam do montador morreu nos atentados”  Ou até “Olha, […] se moves as letras dos títulos/fas numerologia/reparas neste fotograma no minuto 11 podes ver o nome do aviom/o terrorista/a data do atentado também/algumha advertência”. Ou se calhar todas à vez.

Na conspiranoia a orde lógica de pensamento para criar umha relaçom causal nom te validez. Primeiro topam umha relaçom, que por sub-estimaçom da probabilidade cuidam “especial” quando é totalmente normal dado o volume da produçom de Hollywood, e depois procuramas curiosidades para convertirem essa pseudo-ocorrência num feito importante. Evidentemente, é um insulto à inteligência, e por isso o cálculo de Fermi anterior subestima também as probabilidades. Qualquer feito nom-causal mas ocorrente pode ser mudado em causal e profundo, sim importar os feitos reais. Assim nom tenhem porque procurar só em Hollywood, também no cinema índio (mil filmes cada ano) e em todas as produçons cinematográficas, e televisivas, e literárias. Nom existe um límite real para essa procura -ou búsqueda, que já sabem o que querem topar- pois qualquer feito pode ser adornador até chegar a conspiranoia…

E é por isso porque essas teorias som tam divertidas, e à vez tam insultantes para a inteligência, até quando nom as tomamos à série e só falamos delas para fazer piada, por continuar coa brincadeira, por ter algum tema de conversa. Som um perversom da processo lógico normal, já nom formal, e empregam a ignoráncia matemática e crítica tam espalhada. O seu sucesso como “contos populares” é umha marca terrível da situaçom intelectual da sociedade, e dai muito medo.

A escuitar: M. Devil in The Bussines Class – No Smoking Orchesta

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