CRTVG II (Sem licença de Le Queue Bleue)
Hai dous dias na TVG, no programa que tem agora Superpiñeiro na tarde, saiu isto da boca desse apresentador:
«-E que há muita gente que tem muito despeito… bueno nom sei se se di assim, pero como em castelám é «despecho»…»
Reparem que o problema nom é a palavra despeito, totalmente válida na nossa língua, mas o argumento para justificar a dúvida que de certo tem ao empregar umha palavra que nom está no seu vocabulário normal. Nom sei se Superpiñeiro é falante de galego fora dos estudios da TVG, embora estou seguro de que nom emprega a palavra «despeito» num suposto discurso em galego «informal». Empregará a palavra castelhana despecho, como emprega os castelhanismos bueno ou pero. O terrível é que quando tem que adaptar a fala «expontanea» para os nimitos estándares de correçom da TVG, quando a obriga é empregar um nível da língua mais cuidado, o procedimento é o da traduçom: «Em castelhano existe a palavra ‘despecho’, que é a que eu quero dizer, pecho em galego é peito, ergo direi despeito, já está justificado».
Nom se justifica a palavra dentro da própria língua, é umha construçom desde o espanhol para o galego. Umha demonstraçom mais de que graças os duros esforços da RAG, a ILG, a política galega e a intelectualidade na sua aura podem já berrar um Mission Acomplish !. O galego na Galiza já nom é mais um língua, mas um dialecto. Viva! Viva! Yippi!
Pseudo-continuaçom deste post noutro blog.
A escuitar: Maldito Duente – Raphael






