direitos de autor – O demo me leve http://odemo.blogaliza.org "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Mon, 16 Apr 2012 18:11:04 +0000 gl-ES hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Livro digital, direitos de autor e Hyperion http://odemo.blogaliza.org/2012/01/02/livro-digital-direitos-de-autor-e-hyperion/ Mon, 02 Jan 2012 12:51:05 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=2103 Sabedes bem que eu sou umha pessoa que devorou durante a adolescência centos de títulos de ciência ficçom, impulsado pola minha tia materna que era umha autêntica fanática do género. Porém um “clássico moderno” que nom lim no seu momento foi a saga de Hyperion. Nom o lim por nenhumha razom em concreto, simplesmente nom caiu nas minhas maos no momento. Durante estas vacaçons de Natal topei umha versom em pastas brandas e saldei a minha conta com o primeiro livro da tetralogia. Confirmei o que muitos dizem: é umha das grandes obras de literatura de ficçom científica, e em geral umha grande homenagem a toda a literatura universal.

Poderia resenhar muitas cousas, mas chamou-me a atençom como Dan Simmons, o autor, retrata o sucesso editorial do poeta Martin Silenus com a sua obra sobre a Terra moribunda.

Quatro meses depois da publicaçom de “A Terra Moribunda” venderam-se  mais de dous mil cincocentos milhons de cópias impressa por fax, e podia-se aceder a umha versom abreviada e digitalizada na esfera de dados Entidade Visual e já tinha um contrato para um holofilme.

Lembremos que Simmons publicou Hyperion em 1989, e o que me surpreendeu é que daquela já amossou mais olho para o futuro editorial que os gerentes das editoras na nossa época digital. Também é justo dizer que Simmons, a pesar de criar um universo onde a Rede de Mundos une a centos de milheiros de milhons de pessoas com portais farcasters e onde as redes de dados som universais e o pessoal prefire aninhar nos braços digitas das IAs nom foi quem de desfazer da ideia de livro físico e assim falava de “milhons de cópias impressas por fax”

A editora do poeta é cínica até depois desse sucesso editorial, e informa-lhe que nom pode aguardar um êxito igual com os seus seguintes livros: A meirande parte da populaçom mundial acede directamente aos dados “sem ler”.

Martin, Martin, Martin, a populaçom de gente alfabetizada diminuiu constantemente desde os tempos de Gutenberg. No século vinte, menos do dous por cento da populaçom das chamadas democracias industrializadas lia um livro cada ano. E isso foi antes das máquinas inteligentes, das esferas de dados, e dos âmbitos de interfaze direita. Durante a Hégira, o noventa e oito por cento da populaçom da Hegemonia nom tinha razons para lerem nada. Assim que nom se molestavam em aprender. Hoje é pior. Há mais de cem mil milhonsde seres humanos na Rede de Mundos e menos do um por cento molesta-se em pedir cópias fax de material impresso, e muito menos em ler um livro.

Claro que no mundo de Simmons a transmissom de informaçom digital está completamente desligada do feito de ler, processo que no nosso mundo nom foi ainda completado. Mas também dai umha ideia da acertada prognose da novela. Para rematar o poeta está entristecido polas baixas vendas da sua novela, e pergunta à editora se as Inteligências Artificiais autoconscientes que conformam o TecnoNúcleo e que governam benevolamente a Hegemonia nom estavam interessadas. Ela espeta umha resposta que os editores do mundo real teriam que começar a entender:

-Nom puiemos vender exemplares ao TecnoNúcleo?
-Fixemo-lo -Informou Tyrena- Um. Os milhons de IAs que há lá cecais compartiram o livro em tempo real quando saiu por ultralinea. Os direitos de autor interestelares nom significam nada quando tratas com inteligências de silício.

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