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A vergonha alheia que nom cessa

Reparem neste twitt (chío) do senhor Alcalde de Lugo, do que me avisa Maria Yáñez.  Interrogativa aberta com “¿” (que nem na norma galego-espanhola da RAG existe, mas que em casos excepcionais), interrogativa acentuada (como em espanhol) e umha estranha forma verbal “venhe” que nom registra nenhum dialectólogo -e menos em Lugo-. Como bem diz ela os galegos só temos duas opçons: Ler os nossos políticos da sua própria mão com gralhas, ou ler o que escrevem os seus community manager… com gralhas também.

Já se escreveu muito  sobre o pobre galego dos nossos políticos, sobre que o único modelo oral que sai na TVG -com relativo prestígio- é um castrapo gramatical, léxico, fonético e expressivo – mirem se nom o anterior twitt do alcalde, com um “oido cociña”-. Já sabemos todos que as elites com voz na Galiza carecem de qualquer registro de galego culto, e quando há, é um decalque do mesmo registro no espanhol. Que isso seja conseqüência do analfabetismo, o desleixo ou dum plano mais claro de insultar-nos a todos, fica ao gosto do leitor.

Políticos galegos que falam como Os Tonechos, fai-te fã.

Problemas com os tempos compostos?

Avisa mourullo, sempre atento, deste cabeçalho curioso em La Voz. Desta vez nom é um erro engraçado do tradutor automático…
habiacayo

A minha língua quero na tua boca

Inspirados no poema do amigo Igor Lugrís  na Comissom de Língua do C.S. A Gentalha do Pichel decidimos sacar este “kit erótico-lingüístico“: Camisola -com os primeiros versos do poema-, cuecas -com a língua está para usa-la– e um CD de cançons que seguem a temática. Todo a venda no centro social, como pack ou por separado.

CRTVG II (Sem licença de Le Queue Bleue)

Hai dous dias na TVG, no programa que tem agora Superpiñeiro na tarde, saiu isto da boca desse apresentador:

“-E que há muita gente que tem muito despeito… bueno nom sei se se di assim, pero como em castelám é “despecho”…”

Reparem que o problema nom é a palavra despeito, totalmente válida na nossa língua, mas o argumento para justificar a dúvida que de certo tem ao empregar umha palavra que nom está no seu vocabulário normal. Nom sei se Superpiñeiro é falante de galego fora dos estudios da TVG, embora estou seguro de que nom emprega a palavra “despeito” num suposto discurso em galego “informal”. Empregará a palavra castelhana despecho, como emprega os castelhanismos bueno ou pero. O terrível é que quando tem que adaptar a fala “expontanea” para os nimitos estándares de correçom da TVG, quando a obriga é empregar um nível da língua mais cuidado, o procedimento é o da traduçom: “Em castelhano existe a palavra ‘despecho’, que é a que eu quero dizer, pecho em galego é peito, ergo direi despeito, já está justificado”.

Nom se justifica a palavra dentro da própria língua, é umha construçom desde o espanhol para o galego. Umha demonstraçom mais de que graças os duros esforços da RAG, a ILG, a política galega e a intelectualidade na sua aura podem já berrar um Mission Acomplish !. O galego na Galiza já nom é mais um língua, mas um dialecto. Viva! Viva! Yippi!

Pseudo-continuaçom deste post noutro blog.

A escuitar: Maldito Duente – Raphael

O seu estatuto..

Mire, eu lle ofrecin un pacto, sr. Touriño, pa ter un Estatuto. Se acorda?

Alberto Nuñez Feijoo-

De todo o debate, no campo lingüístico, fiquei com esta afirmaçom de Feijoo…

Nom é pola horrível colocaçom dos pronomes, nem pola fonética castelhana, mas por essa falta de infinitivo conjugado que muda por completo o significado. Porque…

Opçom A: Feijoo emprega conscientemente a terceira forma do singular do infinitivo conjugado do verbo ter como fórmula de cortesia. Remarcando que o Estatuto de Autonomia é cousa de Touriño “Para ter vocês um estatuto”. Ergo, ele nom partilha do Estatuto.

Opçom B: [Ideia de Lourixe, eu nom reparara] Feijoo emprega conscientemente a primeira forma do singular do infinitivo conjugado do verbo ter. Remarcando que o Estatuto de Autonomia é cousa sua “Para ter eu um estatuto”. Ele e ninguém mais.

Opçom C: Feijoo emprega um infinitivo em forma nom pessoal e é um analfabeto que nom sabe que nesse contexto conjugar(mos) o infinitivo é obrigatório, para que ninguem entenda o A. Querendo ele dizer: “Olhe, eu oferecim-lhe um pacto, sr. Tourinho, para termos um Estatuto. Lembra?”

Opçom D: [Achegada por chimpin] Feijoo tento falar em Tourinhês para que o nosso Presidente-do-governo-que-ele-preside entendesse.

[As palavras cruzadas nom saem hoje por problemas de… memória]

Palavras cruzadas I [Com soluçom]

Depois do primeiro dia de folga num mês tenho oportunidade de fazer parvadas dessas das que tanto gosto e fam perder visitas o blog. Um dos meus vícios pessoais som os jogos de palavras cruzadas nos jornais, enfermidade que me chega por via materna, e sempre que tenho tempo passo umha horinha a fazer uns quantos. Mas por desgraça nom há materil em reintegrado, e em português padrão nom é accesível, assim que para achegar algo de utilidade quero iniciar umha série semanal de jogos de palavras cruzadas para que quem goste deste passatempo. Publicadas a sexta-feira e as soluçons a segunda, até que me canse.

HORIZONTAIS: 1. Perceberam cos ouvidos. 2.Mamíferos cetáceos árcticos com dente em forma de corno; Sexta nota da escala musical ocidental 3. Alomorfo da forma tónica dum pronome pessoal. Heleno com carências; çapatos de madeira com chatolas ou empanadas dozes 4. Irmao pequeno do canhom; o artigo masculino idem; Esta bem 5. Bíblica paciência a sua ; dedo medianinho 6. Polígono de incontáveis lados, xica!, artículo 7. Cavalo culto; Pronome átono 8. O que passou em Krakatoa; proteína da sangue achada graças um macaco 9. Sistema de locomoçom aérea; ferro da lareira para elevar a madeira 10. Piares do corpo, gargalhada. VERTICAIS A. Desejar algo de modo irracional ou por capricho; Era cosmológica B. Diz-se do pam azedo; deus do desejo C. Símbolo do cromo; Que está em todas partes D. Nais do vinho, elemento latino que significa sob, Oxigéno monoatómico E. Inteligência artificial; É a BDJD Como HAL é a IBM F. Queimaduras do chamiço G. Contrario atreve-se; elemento fissionável; neto de Maomede H. Unidade de exposiçom ionizante; apousento individual num convento; razom entre a longitude dumha circunferência e o seu diámetro. I. Pedras brancas de sulfato de cálcico. J. Marca de oposiçom; o primeiro num ritual; interjeiçom apelativa; a letra que falta para ter 13 dela.

 Actualizaçom segunda-feira: Para ver a soluçom, premer.