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RGS-14 o primeiro ingrediente para o Suco de Safo?

Pode que nom esteja mui longe o dia em que antes de ponher-nos a trabalhar em um complexo problema matemático ou social repitamos el Mantra do Mentat metras bebemos um preprado químico que inclua entre outras cousas um potenciador da proteina RGS-14. O futuro que nos prometerom cada dia mais perto!

Via: http://coyoteprime-runningcauseicantfly.blogspot.com/2009/07/rgs-14-visual-perfect-memory-enhancer.html

Segundo o paper (cá o abstract) publicado pola universidade andaluza de Málaga actuar sobre o gene regulador dessa proteína nos ratos dos laboratórios permite que estes lembrem objectos durante mais de dous meses, quando normalmente só os podem reter durante umha hora. Ao parecer a RGS-14 actua sobre a zona V2 cortex visual, aumentando a memória visual do indivíduo. Assim arquitectos ou engenheiros poderiam ver aumentadas as habilidades profissionais, e as pessoas normais nom teriam que perguntar um endereço nunca mais. O resultado desta melhora seria o que conhecemos como memória fotográfica ou eidética (do grego είδος / eidos, “forma”) e que hoje só desfrutam umhas poucas pessoas em todo o mundo: A capacidade de reter e rememorar sucessos observados a vontade e lembrando todos os detalhes.

Sempre resulta curioso e intrigante imaginar como seria possuir esse tipo de memória. Muitos dos casos de memória fotográfica estrita (que vai muito mais alá de só “boa memória”) som pessoas autistas ou com a síndrome de Asperger o que fai ainda mais interessante o fenómeno. Está ligada a actividade especial do cortex visual com as características de relacionamento e comprensom social modificadas (nom diremos piores) dessas pessoas? Também resulta umha mostra mais do difícil que resulta transmitir a sensaçom subjectiva dos processos mentais para outra pessoa. Por muito que alguém com esta capacidade tente, nós nom podemos imaginar como visualiza essas lembranças. Suponho que a sensaçom é parecida a que tenhem outras pessoas comigo ou com o meu irmao, que por sorte estamos dotados doutro tipo de memória especial, a informacional. Muita gente surpreende-se de como podemos “chamar” dados abstractos (como biografias, estatísticas, etc…) e ligalos com sucessos em tempo real, e resulta também mui molesto nom poder exprimir como o fazemos. Eles simplesmente estám lá quando aparece algo no contexto que esta ligado (um nomem, um sucesso…).

Como bem sabem os que me conhecem, este tipo de notícias alegram-me especialmente pois representam um passo mais na procura do transhumanismo e a superaçom das limitaçons impostas pola nossa genética. Vivemos no albor dumha época fascinante, na que estamos a completar a tarefa do primeiro homínido tomou umha ferramenta e superou assim as limitaçons impostas polo seu próprio corpo. Se calhar pronto conheceremos como aumentar o processo lógico do nosso neocortex ou a nossa capacidade de armazenagem de dados abstractos… h+