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Boicote ao cantante homófobo Sizzla

Esta sexta-feira dia 30 o cantante reggae Sizzla actuará na sala Capitol em Santiago de Compostela. O artista acadou triste fama internacional polas suas letras homófobas e violentas, assim que colectivos LGBT reclamam a suspensom desse concerto. Uno-me a essa reclamaçom,e aguardo que os responsáveis do concerto rectifiquem.

A imagem “positiva” que muita gente tem do rastafarismo a través da sua ligaçom com a música reagge fai que esqueçam muitas vezes que nom é mais que outra religiom abraamica, que acumula todos os lastres bíblicos de homofobia, amplificados polo seu caracter minoritário e messiânico. O seu corpus doutrinal é a combinaçom da liturgia ortodoxa etíope, um judaísmo ecléctico e o folclore e maniqueísmo jamaicano. E nengum desses componentes caracteriza-se polo seu respeito cara outras formas de pensar e viver. Alguns simpatizam com o rastafarismo polo seu papel na reclamaçom dumha identidade jamaicana e da dignidade do povo negro, mas nom reparam em que essa auto-afirmaçom alicerçou-se em negativo, sobre o rejeitamento de todo o que se “importou de Babilónia”: comportamento homossexual, nos sometimento da mulher, liberdade religiosa… e também sobre um “racismo inverso” contra o homem branco.

Com um pouco de investigaçom na Internet pode mudar muito a vossa imagem deste movimento. Investigade sobre a situaçom da mulher nas comunidades rastas, sobre o seu discurso racial e sobre o seu modelo social. Se criticamos a influência das religions mais conhecidas na sociedade na que vivemos: cristianismo, Islám, budismo… nom podemos obviar o rastafarismo. Com todo nom temos que deixar de desfrutar dos rimos reagge, intimamente ligados com ele. Tampouco rejeitamos a música clássica monástica medieval e renascentista europeia, que pariu algumha das obras mais belas da humanidade para a liturgia cristia. Sabedes que eu pessoalmente adoro a música estática e hipnótica das práticas sufítas… mas nom por isso deixamos de lutar contra as religions do ódio que as criárom.