terrorismo – O demo me leve http://odemo.blogaliza.org "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Mon, 16 Apr 2012 18:11:04 +0000 gl-ES hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Editora Txalaparta difunde na rede livro censurado sobre tortura no Estado Espanhol http://odemo.blogaliza.org/2010/12/30/editora-txalaparta-difunde-na-rede-livro-censurado-sobre-a-tortura-no-estado-espanhol/ Thu, 30 Dec 2010 11:02:57 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1997 Umha das muitas mentiras insistentes do Estado Espanhol, e dos média afins do regime, é a contínua negaçom da tortura no processo policial-judicial. A pesar dos milheiros de denúncias – quase 6.o00 nos últimos 10 anos- e dos informes de entidades internacionais  que denunciam que a agressom física e psicológica é ferramenta de uso comum na estratégia de estado a muitos níveis, todos os estamentos espanhois arrenegam da evidência. Porem, por muito que mintam e ocultem o facto é que o recurso da tortura é contínuo, sistemático e orgánico, bem como “arma antiterrorista” -porque na doutrina espanhola “contra o terrorismo todo vale”- bem como procedimento habitual em detençons e processos “menos extremos”. E quando alguém eleva a voz e denúncia, o estado e os média recorrem a um bem ensaiado manual de difamaçom e calúnia para ocultar a sua ignomínia: falam sem pudor dum “manual do terrorista” que converteria a denúncia da tortura numha ferramenta de “desprestígio”, e nom na desesperada chamada por ajuda que é.

A sociedade espanhola -e com isto falo desse estrato de gente baixo o governo do Estado espanhol que acredita estar numha democracia real,  sob um estado de direito e  garante dos direitos humanos. E que ademais acredita em que o maior perigo para eles é “la lacra de ETA”- é plenamente consciente da existência da tortura, porém nom existe nenhum remorso, e de existir é mínimo e matizado. Falsamente acreditam em que eles nom tenhem nada que temer, que as agressons, as violaçons, os “interrogatórios duros” som poucos, espalhados e só concentrados sobre os malvados etarras. A cortina de fume é tam eficaz, a mentira tam densa e aceitada que nom é preciso para eles o esforço de construírem um duplo-pensar orwelliano: podem aceitar a tortura porque nom conhecem o verdadeiro significado da palavra, nem a sua verdadeira magnitude em número de casos reais, porque é algo alheio. E sobretodo porque é algo que em última instância é útil para eles, para os proteger do coco do perigo terrorista construído polo aparelho do estado.  Essa é a terrível verdade: a tortura é tolerada porque é útil.

Todo isto e muito mais é o que o Xabier Makazaga denúncia na sua obra de referência Manual del torturador español. Um livro enchido dos dados da vergonha para Espanha, um volume que retrata polo miudo a estrategia do terror e da dor à que se adscrevem sem pestanejar as forças do estado. Caso por caso Makazaga desmonta o construto de falsidades que protegem, ocultam e justificam a tortura policial, sem que lhe trema o pulso no processo. Por isso, como qualquer livro bom, é umha ameaça para o estado das cousas. E por isso o binomio PSOE-PP procura desde há meses a sua destruçom. Já conseguiram banir, com um plam coordenado a todos os estratos do governo (estatal, autónimo e dos concelhos) que retirou o livro das prateleiras das bibliotecas, e pouco depois da das librarias. Um processo de censura feito à vista do público, sabendo que a sociedade está tam adurminhada e aparvada que nom reagirá, sequer com curiosidade ante “esse livro tam terrível”. Se os fieis à democracia espanhol se reuniram na praça para queimarem o livro fisicamente o resultado nom seria mui diferente.

Com todo nom se podem parabenizar tam aginha: Internet mudou todo, e fixo muito mais difícil a censura. A editora Txalaparta deu um passo valente, e com o prace do autor, publicou na aranheira umha versom descarregável da obra. Para que todo o mundo poda mergulhar nas suas páginas e horrorizar-se com a terrível verdade.  Assim que só podo recomendar a sua descarga e difussom máxima, contra todos os esforços de ocultaçom, contra todas as mentiras e contra todo o terror espanhol. Dous centos de páginas inegáveis e imprescindíveis. Fagam o esforço, acordem.

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