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O painel eleitoral do PSdG… iluso sou

A última vez que mirei, as eleiçons na Galiza nom eram presidenciais.

Sou um iluso.

Addendum: O resto das imagens da campanha som ainda mais extraterrestres e estám na conta de Facebook criada pola campanha de Touriño. Se nom tés conta na rede social  cá estám 1 2 3 4 5.

Postscriptum: Isto reafirma outra entrada minha.

Outro Postcriptum: Como bem comentou mourullo, este homem viu muitos capítulos de The West Wing em Montepio e quere ser Martin Sheen.

Postdata: Em poucas horas o camarada Maceirax fai a sua genial versom da campanha em base umha ideia de galegoman:

Acutalizaçom 14 janeiro:

Mais:

16 Jan: Na touripedia

Mais, indicado nos comentários por adsf:

17 Jan: One more

19 Jan: Topada em Ouveios e outras vozes

Feche de legislatura com demonstraçom da falta de auto-estima de Tourinho

Ontem rematava a séptima legislatura do parlamento da comunidade autonómia de Galicia. O feche da legislatura é um trámite administrativo marcado polos praços de convocaçom das eleiçons e o começo da campanha eleitoral, um procedimento mais da organizaçom legal actual e processo que se repite em cada legislatura.  Mas desta vez foi algo diferente.

Emilio Pérez Tourió apresentou-se em qualidade de Presidente da Xunta ante os galegos, desde o canal público, para anunciar esse feche de legislatura, com imagens incluidas da sua assinatura do decreto e um sério discurso institucional. Umha retransmissom única, com as cámaras da própria TVG, e centrada na pessoa do próprio Touriño. Com está já som três os actos “presidenciais” nos que Touriño luce a capa de presidente no último mês: A convocatória de eleiçons, a mensagem de natal e esta última. Embora as duas primeiras duas tenham umha justificaçom histórica a terceira surpreende pola sua falta de necessidade.

Até o de agora os trámites para o feche das legislaturas na Galiza, noutras autonomias ou no estado espanhol decorrerom dentro dum esquema mediático mui marcado: Umhas imagens do último pleno da cámara correspondente, se calhar umhas palavras do presidente de dita cámara -que nom o da instituiçom- e uns minutos para os partidos políticos com as declaraçons de cadanseu porta-voz. Nem nos momentos mais escuros e sinistros do seu governo o ex-ministro fascista Fraga empregou esse mérito para se apropriar das canle pública num exercício de promoçom e vaidade. Porque nom nos enganemos: O que fixo Touriño ontem foi um aproveitamento dos recursos deste país para alimentar um ego e umha campanha política. Um intento sem-vergonha de criar artificialmente umha notícia dum acto sistemático que nom tem protagonistas reais. E a definiçom desse feito fica nalgum lugar entre o nojento e o risível.

Esta anormalidade -pola qualidade de estranho, nom pola falta de inteligência demonstrada- política deixa à luz umha faceta da pessoalidade de Emilio Pérez Touriño que o grande público galego nom tem normalmente a oportunidade de conhecer, mas que forma parte do comúm para as pessoas que tenhem um trato direito com ele. Nom é nenhum secreto que o presidente da Xunta comparte com o seu antecessor umha carência peorcupante de capacidades sociais. Na pessoa de Fraga isto era explicável pola natureza totalitária do seu pensamento e as degeneraçons mentais próprias dum idoso coma ele. Em Touriño som umha mostra da sua falta de empatia para com os outros seres humanos, o que nom deixa de ser surpreendente para um político com um relativo sucesso na sua carreira -se decidimos obviar que a sua presidência é fruto dumha série de circunstáncias sociais alheias por completo as suas próprias capacidades- e um feito peorcupante para os próprios galegos.

Mas essa falta de empatia para com os outros traduze-se numha inseguridade pessoal que resulta evidente. Igual que a suas dificultades com a língua do país – que nom melhorarom muito nestes quatro anos- fam que mostre ainda mais inseguridade em cada umha das suas intervençons. A linguagem corporal é a dum homem que carece de toda confiança na sua pessoa, e rejeita com temor a ideia de que cada um dos seus actos fixa umha imagem dele nos demais. Para nom ter que observar essa imagem das suas próprias incapacidades Touriño emprega um disfarçe que nom é estranho para o poder: o do seu próprio cargo. Emilio Pérez Touriño nom foi ele nestes anos, mas o Presidente da Xunta – presidente do governo que presido-. Um cargo que obriga para o respeito, que enquadra umhas formas protocolárias, umha relaçom formal com os demais, uns regos polos que caminhar sem ter que empregar realmente as habilidades sociais. O verdadeiro e inseguro Touriño ficou quase todo este tempo protegido sob os vestes do poder. E a comodidade e seguridade que topou nessa impostura chegou até o ponto que nem nas situaçons mais informais o presidente é quem de entrar na fasse coloquial normal. Dim os que tenhem trato mais cercano com ele que quando nessas circunstáncias alguem tenta ultrapassar a linha da formalidade o que se albisca dentro dessa cuncha é umha criatura autoritária, rígida, nervosa, que com um golpe mao tenta fechar essa fiestra e volver às quadrículas conhecidas, ao discurso escrito no papel

O Presidente está assim cómodo sendo presidente. Muito mais que cómodo: É graças a esse filtro bidireccional do seu cargo que pode recever as satisfacçons profissionais. O que sem a cuncha é molesto, doentio, desagradável e trae umha sensaçom de impotência muda numha situaçom de controle e superioridade. Assim nom resulta tam estranha a cenaçom de ontem. Mais umha oportunidade de se apresentar com as suas roupas de presidente, que som tam cómodas.

Touri.TV?

Porque nom há Touri.Tv? Premer para saber a verdade…